Crianças Índigos e Cristais - parte 2

Parte 2 - 

A palavra escola deriva do grego "skhole" que evoluiu para o latim "schola". O significado de ambas é "discussão ou conferência", mas também têm um outro curioso significado que é "lazer ou alguma atividade feita na hora do descanso". Deduzimos que uma das atividades feitas na hora do descanso era "estudar".

Na Antiguidade frequentavam as escolas alguns poucos privilegiados.

Muita coisa mudou com o tempo, mas algumas crianças acham a escola muito chata hoje em dia, uma obrigação que se pudessem renunciar o fariam.

Hoje todos podem, ou pelo menos a maior parte da população tem acesso à escolaridade, e é um progresso essencial para a sociedade.

O conhecimento está mais acessível e a transmissão deste conhecimento também. Porém existe um fato que temos que levar em consideração. Apesar de toda informação à disposição e acesso às salas de aula o número de jovens deprimidos e com tendência ao suicídio nunca esteve tão alto em nossa sociedade.

Não deveríamos estar  felizes com todo conhecimento que acumulamos?

O descontentamento dos jovens pode ter origem nas questões familiares, na falta de líderes que os inspiram na vida e nos aborrecimentos na escola.

As crianças se aborrecem na escola com muita facilidade hoje em dia. Muitas crianças nas últimas décadas estão sofrendo com a educação linear e repetitiva que devem enfrentar desde cedo.

A inteligência intelectual não pode ser a única na vida da juventude porque são muito criativos, emotivos e intuitivos. Ao se obrigar uma criança a negar sua intuição e emoção estamos cortando "suas asas".

Ao contrário das gerações anteriores onde os jovens felizes ou não seguiam regras e se enquadravam no que pais e sociedade esperavam dele, as novas gerações não conseguem manter a energia da obrigação por obrigação por muito tempo, porque energeticamente e espiritualmente vieram trazer mudanças na sociedade.

Eles vieram justamente para questionar um sistema que deve evoluir. Não gosto quando se critica o passado porque tudo é fruto de uma sociedade e de uma época, o que aconteceu no passado existiu dentro de um contexto da época, mas estamos permitindo ao novo de se manifestar?

Pais e educadores exigem que a criança obtenha resultados intelectuais baseado na ideia de que assim terá sucesso profissional.

É verdade que temos que estudar e se atualizar para termos sucesso em nosso trabalho mas a segurança que está faltando às crianças e jovens que cada vez mais tomam remédios para conter a depressão ou hiperatividade, é oriunda da falta de desenvolvimento da inteligência emotiva.

A inteligência emotiva faz com que a pessoa saiba se exprimir, colocando para fora todo seu potencial mas não de maneira egoísta, porque ela está segura de saber quem é e o que quer fazer sem a energia da competição desenfreada que vai apenas levá-la a se tornar um adulto infeliz e a desenvolver doenças com o passar dos anos.

Por exemplo, qualquer profissional muito competente em sua área, mas indócil com seus clientes e colegas de trabalho não terá mais lugar num mundo próximo que estamos semeando.

Assim, a missão da escola e dos pais é encontrar o meio termo na educação das crianças, deixando que o hemisfério esquerdo, aquele racional e analítico se desenvolva mas não obscure o hemisfério direito, aquele sensível e intuitivo.

Por causa do aborrecimento nas escolas as crianças podem ter comportamentos "fora" do padrão que se espera delas, como a perda de interesse pelos estudos, ficam agitadas ou se deprimem e se calam.

Se o problema não é resolvido a tempo, na fase da adolescência o jovem poderá abusar de drogas ou desenvolver distúrbios alimentares. Tudo isso para esconder ou tentar curar um trauma. A criança da nova era não gosta de ser chamada de "especial" ou de ouvir que ela tem um problema. Já me ocorreu de escutar crianças repetirem exatamente o diagnóstico médico ou dos pais como "eu não sei ler direito", "eu não sei escrever" e ao dizer isso eu vi no seu olhar toda a tristeza de ter um problema.

As últimas gerações são muito mais sensíveis e sentem que têm uma missão a desempenhar em suas vidas, por isso ao serem etiquetadas com algum problema elas se magoam, muitas vezes profundamente o que leva à depressão ou comportamento agressivo.